terça-feira, 2 de agosto de 2011

_____Condolências_____




Seria bom se pudesse entender
Esse emaranhando de coisas
Que se propagam em mim
No subconsciente
Que se faz consciente
Um coração tomado de assalto
Lá do alto pude ver...
Sem perceber, jazia ali...
E mudança de clima
Não mais calmaria, turbulência
Furacões tomam a cadência
E a decência de ser
Só eu e você
Nem sei se sei
De onde vens? Temo em saber
O tempo passou...
E isso continua a me envolver
Condolências é o que posso ter?
Responda-me...
O que nos assombra dessa tal maneira?
Faz-me perder as estribeiras
Fico sem eiras e as beiras já se foram!
Insisto em procurar... Sem saber!
Confesso sem saber o que procuro!
Parecido com dar tiro no escuro!
Mínimas chances de o alvo acertar!
Pode soar até um melodrama
Ao dizer que todas as noites na minha cama
Coloco-me a pensar...
Por várias vezes peguei-me a encharcar
As vestes e o edredom...
O travesseiro absorveu toda dor...

(Meyson Vieira)

 

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