Ando emotivo e qualquer coisa me fere
Falta-me moral e a pouca que tenho
Querem arrancar...
Me humilhar? Não mesmo!
Flagelo-me, contenho-me...
Mas poder não vou rezingar!
Nem posso crer!
Eu mesmo a me deter
Vigio-me e se nada puder fazer,
assim vai ser...
Feito fogo que consome
E deixa em brasa
E aos poucos com a forma acaba
E na sua maior combustão
Vem a água e apaga...
Inunda e arrasa, resfria,
Mas deixa marcas...
Marcas... Em parte lama,
Em parte cinzas...
Logo o nada é a imagem que intimida,
A repartir vidas...
Aqui se propaga os compassos e rimas,
As batidas, as divinas palavras ditas
Por um homem normal,
Normal até demais...
Eu quis, eu quero ser... Sempre mais,
Mais que eu possa,
Mais que o tempo possa apagar,
Mais... simplesmente mais...
Isso parece uma crônica,
Confesso: Há anos nem vejo a beira do mar,
Preciso viajar, preciso trabalhar,
Preciso voar, preciso, preciso, preciso...
Sei lá... Nem sei o que preciso!
Isso soa ambíguo...
(Meyson Vieira)