quarta-feira, 10 de agosto de 2011

___02 de Agosto de 2007___



Um mergulho intenso e profundo nos mares da vida
Fui levado pelas ondas, meu fôlego foi tirado
Quase morro afogado, pressão, desespero
E um único objetivo, sair daquela tempestade vivo
Consegui... Mas logo veio o frio,
Que ressecou minha pele, baixou minha imunidade
Um forte resfriado me ataca, mesmo fraco continuei
Passei por muitos apuros, achei que havia acabado
Mas... Quando ela chegou...
Achei que estava preparado, ERRADO...
Meu coração se dividiu em pedaços
Meus membros cansados já não agüentavam
O cérebro falho por estar fadigado
Na face uma expressão sofrida
Ao olhar-me no espelho
No fundo de meus olhos
Vi um pequeno brilho
Via-me com uma lanterna
Mas por um leve descuido
Deixei-la cair no abismo
Uma imensa escuridão
E nada mais pra alumiar
Caminhando sem saber pra onde ir
Sem enxergar, foi quando veio a luz do dia
E logo percebi que estava em uma ponte
Cercado por um precipício
Contei aos meus amigos
Fui tratado com o louco
Não acreditaram no que havia acontecido
Enfim fui por aí em busca de um novo desafio
Só Deus sabe o que será de mim
Lá vou eu numa tarde fria e deserta
Desapareço no horizonte, fui com magoas
Sofrimentos guardados...
Mas a coragem tomou conta
Vivi um bom tempo aqui
Tenho marcas no rosto e no corpo
Essa guerra é dolorosa
Até hoje não fui bem sucedido
Mas deixei saudades no coração de quem
Sempre disse que sou querido!

(Meyson Vieira) 

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